[Domingo, Agosto 31, 2008]

Quando li Desonrada que se passa no Paquistão me interessei pelo "mundo" do Oriente Médio. Depois li A distância entre nós, ambientado na Índia. Com Cidade do Sol fiquei realmente interessada.
A thounsand splendid suns, os mil sóis esplendidos, cidade dos mil sóis, Cidade do Sol = Afeganistão
Fiquei interessada em conhecer melhor essa cultura, tantas vezes criticada, e com razão, mas também com tantas belezas esquecidas. Um povo sofrido. Aquela velha história de não generalizar tambem deve ser aplicada aqui. Nem todo mundo dessa região é terrorista. O que parece é que há sim, muitas vítimas. Toda família tem uma história triste pra contar de um ente querido falecido violentamente. Lá a guerra é diária. Um povo dividido em facções e que diferente de nós tem verdadeiro fanatismo pelo seu grupo e suas crenças.
Fanatismo gera violência, injustiça. E as histórias sempre envolvem esse sentido de grupos separados. Para completar, há uma coisa em comum em todos eles : a discriminação contra a mulher. Meu Deus quanta diferença do países ocidentais ! Quanta submissão...
Lendo A cidade do Sol conheci várias coisas que me encantaram.
UNHCR, Agência para refugiados. Que trabalho bonito. Acolhem aqueles que não suportam mais a vida de privações e fogem arriscando a própria vida, de seus cônjuges e de seus filhos.
Água de rosas.Tomar chá faz parte do dia-a-dia. Assim como o nosso cafezinho. Existe coisa mais mágica do que tomar água (chá) de rosas ?
Kebab : é na verdade um churrasquinho só que tem vegetais e não só a carne.
Mulá : título dado ao líder de uma mesquita islâmica
Fazer as orações com o rosto virado para o oeste, onde fica Meca, um dos três lugares sagrados.
* Por Geovana *
9:31 PM
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[Domingo, Agosto 24, 2008]

A auto-estima brasileira é um tema recorrente -em colunas, entrevistas e textos acadêmicos- que continua a acender debates. É alta ou baixa demais? Este povo se coloca num pedestal ou acha que não merece plataforma? As opiniões se dividem radicalmente, não só entre brasileiros mas dentro deles, em uma ambivalência interna que faz alguns parecerem esquizofrênicos.
Por exemplo, o mesmo brasileiro que diz "Deus é brasileiro" pode contar a piada em que o anjo pergunta a Deus por que ele escolheu o Brasil para ser este paraíso na Terra -sem terremotos, vulcões ou furacões. Ao que Deus retruca: "Espera até eu botar o povinho".
A maioria dos brasileiros, porém, é bem menos dividida e sente orgulho de fazer parte de um "povinho" que produz os melhores jogadores de futebol, uma música que brilha entre as melhores e o Carnaval, o maior espetáculo da Terra. Pelé e Chico Buarque são endeusados porque são a epítome dessas fontes de orgulho nacional.
Mas o orgulho nacional não aumenta necessariamente o orgulho pessoal. A maioria dos brasileiros não ganha respeito e sobrevive economicamente por se destacar, mas por ter se integrado a turmas interdependentes, seja a família, seja redes de "quem indica", seja gangues de traficantes de drogas. E essa conformidade coletiva inibe a expressão pessoal, que aumenta a auto-estima.
Em comparação, os americanos são ensinados a se destacar criativa ou intelectualmente e a ter independência financeira desde cedo. Pelo fato de a sociedade americana ser um ensopado de individualistas, e não uma sopa de tipos similares, tem excedente de auto-estima pessoal, quiçá narcisismo. Esses traços, diz o ensaísta David Foster Wallace, criaram "a geração mais egocêntrica desde Luís 14" -a fonte do complexo de superioridade americano.
O status dos EUA como poder global dominante alimenta esse complexo. E leva o Brasil, uma potência emergente, a buscar seu reconhecimento. A frase "deu no "NY Times'" mostra a importância que os brasileiros conferem a esse reconhecimento. Apesar do forte sentimento antiamericano aqui, um editorial favorável do "NYT" sobre o Brasil ainda infla o ego nacional. Mas um desfavorável dispara a indignação. Este povo, ao valorizar demais a opinião americana sobre a própria pátria, não estaria expondo um ego nacional frágil?
Nelson Rodrigues chamou essa condição de "o complexo de vira-lata". Nos anos 50, de acordo com o colunista Daniel Piza, Rodrigues criticou o cronista esportivo brasileiro que idealizava times de futebol europeus, supondo que um povo mestiço não produzisse grandes atletas. No início dos anos 70, o cronista via que sua seleção era a melhor.
Cada cultura oscila entre períodos de auto-enaltecimento e autodesvalorização. Desde a Guerra do Iraque, os americanos têm se perguntado "por que eles (quase todos os outros povos) nos odeiam?". Não é uma pergunta surpreendente, diante do narcisismo deles, mas faz americanos capazes de ver os EUA com olhar crítico se sentirem diminuídos.
MICHAEL KEPP , jornalista norte-americano radicado há 25 anos no Brasil, é autor do livro de crônicas "Sonhando com Sotaque - Confissões e Desabafos de um Gringo Brasileiro" (ed. Record)
* Por Geovana *
12:21 PM
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[Domingo, Agosto 17, 2008]

Apresento a todos vocês Vera Mouse. Eu simplesmente sou apaixonada pelo mundo dessa personagem. Uma ratinha que mora no campo, tem um cão chamado Saar e muitos amigos entre eles um tamanduá e uma joaninha. As ilustrações são muito bonitinhas e mostram a Vera e seus amigos fazendo coisas do dia-a-dia. Isto sempre me fascinou. Antropomorfismo. O antropomorfismo consiste no ato de atribuir características humanas a qualquer animal. Eu sempre admirei as formigas. Imaginava se lá dentro do formigueiro havia quartos. Ficava horas admirando. Isso na minha infância é claro. Quem me dera ter este tempo hoje em dia. :) Quem quiser saber mais sobre a Vera Mouse visite o site de sua criadora, a Marjolein Bastin. Coleciono imagens escaneadas dos diversos livros e calendários com essa ratinha. No site oficial nao tem todos, pois mostra só a capa dos livros.
Marjolein Bastin - Clique aqui.
* Por Geovana *
1:01 PM
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Somos fortes porque Ele é Amor
Olha o depoimento que me pegou de surpresa. Fiquei emocionada. Não importa quem foi, mas importa o fato de eu ter servido de instrumento da misericórdia divina. Obrigada meu Senhor. Eu havia passado por situação igual. Eu não tinha fé. Mas minha cura mudou meu pensamento. Então pude ajudar e ajudarei qtas forem as pessoas que precisarem da Sua Luz.
"Hoje, 16 de agosto, faz exatamente um ano da minha violenta crise de pânico acontecida num quinta-feira à noite, apartamento do Edson, sexto andar. Esse é o meu verdadeiro aniversario. Voce pode não lembrar, mas quem passa, obviamente, não esquece.
O Edson não conseguiu me controlar e eu liguei para casa. Mainha tambem não conseguiu. E eu estava pronta para me jogar, eu sei. E eu so me acalmei porque VOCE me disse que tudo ia ficar bem e que eu ia ser feliz. Voce nao lembra, mas eu so estou aqui porque acreditei naquele momento no que voce falou. Lembra? Eu falei: 'Promete? Jura por Deus? Entao vou acreditar...' Voce salvou uma vida.
Obrigada.
Hoje vou comemorar meu aniversario. Virei leonina."
* Por Geovana *
11:46 AM
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[Segunda-feira, Agosto 11, 2008]

"Um homem só tem o direito de olhar outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se''.
(Gabriel Garcia Marques)
* Por Geovana *
10:29 PM
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[Domingo, Agosto 10, 2008]

Dia dos Pais
Como explicar o que é um dia inteiro dedicado a esta pessoa tão essencial na vida de cada um de nós sem que ele esteja presente em carne e osso ? Não poder dar-lhe um abraço, um presente e mais que isso fazê-lo se sentir querido, importante, exemplo a seguir, alicerce de nossa formação, admirado, enfim, amado. Ha seis anos o Dia dos Pais é assim pra mim. É preciso ter fé para acreditar quem em algum lugar ele vive e sabe que há uma filha que sente sua falta e comemora o fato de ter tido ele como pai. Feliz Dia dos Pais, painho !
A perda do pai
A perda do pai: quem sabe vivenciá-la?
Como aceitar mortal e falível aquela pessoa grande, capaz de conseguir o universo, logo ele, o provedor, abridor de caminhos pelos quais começamos a passar medrosos? A perda do pai é a retirada da rede protetora no momento do salto.
E há que saltar.
É o roubo feito no exato momento em que estávamos a descobrir o melhor do mundo.
A perda do pai é a entrada no lugar-comum, é começar a ser igual a todos os que a sofrem, a ter os mesmos medos, as mesmas frases.
É voltar a se emocionar com o que se desprezava:
datas, pequenas lembranças, objetos, palavras e até com as manias dele que nos irritavam.
A perda do pai é o começo do balanço da própria vida, porque, enquanto vivia, era mais fácil nele descarregar alguns fracassos e culpas.
A perda do pai é o início da significação.
As palavras começam a fazer um estranho e novo sentido.
A perda do pai começa a nos ensinar o valor do tempo:
o que não fizemos, a visita deixada para depois, o gesto adiado, a advertência desdenhada, o convite abandonado sem resposta, o interesse desinteressado...
tudo isso volta, massacrante, cobrando-nos o egoísmo.
Nosso primeiro exame de consciência verdadeiro começa quando o pai morre. Nosso encontro com a morte inaugura-se com a dele.
Nossa primeira noite sem proteção consciente dá-se quando ele já não está.
E nunca somos mais sós que na primeira noite em que já não o temos.
O pai é o mistério enquanto vida e a revelação depois de morto.
Num segundo, entendemos tudo o que, durante a vida, nele nos parecia uma gruta de mistérios.
Seus objetos ganham vida, suas comidas preferidas passam a ter mais gosto, suas frases adquirem o sentido que só o tempo e a repetição outorgam às coisas.
A perda do pai dói muito!
Isso é tudo.
Para que querer saber por quê?
O pai é o eu no outro.
É dois em um, santíssima dualidade a proclamar o mistério e a glória de existir, dívida que com ele temos, sem nunca conseguir pagar, o que o faz, por isso mesmo, sempre, muito melhor do que nós...
(Arthur da Távola)
* Por Geovana *
9:51 PM
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