[Sexta-feira, Outubro 30, 2009]

O Natal está chegando !
Ah, como gosto dessa época do ano !
* Por Geovana *
11:45 PM
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[Segunda-feira, Outubro 26, 2009]

Ontem assisti o filme Desejo e Reparação. Filme de menina. :) Não é triste, é apenas aquele tipo de filme que coloca a gente pra refletir sobre certas coisas. Por exemplo, o que a vida da gente teria sido se certos erros não tivessem sido cometidos. Muitas vezes, como no caso do filme, cometidos por pessoas próximas a nós. O filme começa na Inglaterra em 1935 e o desenrolar se passa durante a Segunda Guerra Mundial. Tem romance, drama e muita raiva da tal Briony.
Deu vontade de reler sobre a Segunda Guerra e de começar a ler O diário de Anne Frank que comprei e está lá na estante esperando a sua vez.
Abaixo o que retirei da Wikipédia.
Baseado no best-seller do escritor britânico Ian McEwan, "Atonement" é um complexo filme, que aborda inúmeros temas, do poder da criatividade às histórias de horrores da 2ª Guerra Mundial, mas o maior tema retratado é, sem dúvida, o sentimento de culpa e o arrependimento. Este filme é uma adaptação fiel do livro, é dirigido por Joe Wright. Um filme embebido de uma visão tipicamente Britânica, conta com cenas a puxar o cômico – sarcástico e cenas de nível dramático que por vezes emocionam.
Briony Tallis é uma menina de 13 anos na Inglaterra de 1935. Vive confortavelmente numa casa gigantesca e prepara uma peça de teatro para ser apresentada em homenagem a chegada do irmão, Leon Tallis. Enquanto se esforça para terminar a peça e conseguir a atenção dos convidados da família os gêmeos Pierrot e Jackson, mais a irmã deles, Lola Quincey para ensaiá-la, Briony descobre um possível jogo de atração entre a sua irmã Cecilia e o filho do antigo empregado da família, Robbie Turner. Apaixonada por Robbie, Briony acusa-o injustamente de abusar de Lola, levando-o a prisão e mais tarde a alistar-se no exército britânico para lutar na 2ª Guerra Mundial como alternativa ao cárcere. Já em plena guerra Robbie reencontra Cecilia que é enfermeira e os dois trocam promessas de amor eterno. As constantes permutas temporais, uma grande trilha sonora aliada ao grande roteiro e o fim inesperado fizeram deste filme o vencedor do globo de ouro para melhor filme dramático de 2008.


* Por Geovana *
11:23 AM
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[Domingo, Outubro 18, 2009]

Dia do Médico
Ser médico é difícil. Não vou falar aqui das dificuldades de fazer um diagnóstico e de achar o tratamento ideal. Disso nós gostamos. Todo médico tem um pouco de detetive. Nem vou falar da parte financeira da coisa.
Ser médico é difícil quando são 13 horas, você está trabalhando desde as sete sem parar, a hipoglicemia está chegando e você ao sair do consultorio pra comer algo, ouve vindo da sala de espera pilhérias e indiretas porque vai a um comodo ao lado recarregar as energias. Mesmo que seja por pouco tempo e que não tenha nenhuma urgencia lhe esperando.
É difícil quando você não sabe o que agrada os seus pacientes:
Se vc atende com atenção, perguntando sobre os sintomas e examina o paciente decentemente ouve do próximo paciente já em pé na porta (pra não lhe tomarem a vez) : “ Essa doutora demora demais. Trabalha que não ta nem aí”. Estou nessa categoria. Desenvolvi uma infecção urinaria quando trabalhava nesse tipo de atendimento. “Esquecia” de fazer xixi e tomar água.
Se o médico é rápido, mal levanta a vista pra olhar pra cara do paciente, nem levanta pra deita-lo na maca e examinar ele ouve : “Esse doutor não sabe de nada”. A grande maioria dos médicos dessa categoria está nas urgências dos hospitais públicos. Porem, se o diretor do hospital lhe exige que dê conta da demanda sozinho como agir de outra forma e conseguir atender 180 pacientes em 12 horas de plantão diurno ? Faça as contas aí e veja quantos minutos vai durar a consulta. O doutor implora por outro medico para o plantão, só falta ficar de joelhos na sala do diretor, mas não é atendido.
É difícil quando você vê as outras categorias de nível superior receberem aumento de salário de tempos em tempos. E você nada. E não pode fazer greve ! Vê que os outros servidores públicos tem Planos de Cargos, Carreiras e Salarios, proporcionando uma ascencensão gradativa ano a ano do seu rendimento. Sabemos que é pouco, mas te dá um estímulo por saber que ao longo dos anos seu esforço vai sendo valorizado. Você vê outras categorias como a do judiciário recebendo presentes como um ingresso pra show, descontos em mensalidades de clubes, um bom desconto na compra de um carro. Aí vc para pra pensar: porque eu não recebo também ? Porque quem está dando o presente sabe que se não agradar não vai ser atendido quando precisar. Funciona como um suborno. Já o médico, pra que ser agradado se ele tem mesmo que atender ? Ele lida com vidas !
Em quantos cartórios você foi e recebeu uma declaração sem pagar ? Você já pagou por um Atestado Médico ?
Meu orgulho de ser médica vem do esforço que empreendi pra chegar onde estou.
Desde o Ensino Médio tinha o costume de estudar a tarde inteira pra ter uma boa base.
É ter passado no primeiro vestibular pra uma faculdade federal num tempo em que Medicina ainda era o curso mais concorrido. Não existiam faculdades particulares onde eles praticamente pedem por favor pra você entrar, afinal, você pagará quase quatro mil reais de mensalidade. Muitos desses estudantes de instituições particulares desistiriam se soubessem que no futuro, como médicos, terão que baixar seu padrão de vida. A não ser que sejam médicos-empresários atuando como donos de clínicas e hospitais.
Tenho orgulho de ter sido perseverante pra passar quase 90% dos meus finais de semana em casa estudando. Se não fosse assim, não daria conta de cada aula assistida durante a semana. O professor fala uma hora e quando você vai pra o livro, o conteúdo é 20 vezes maior. Sem exagero.
Isso me rendeu uma cara de nerd, de CDF e de lesa. Eu não estava freqüentando os lugares onde se esperava encontrar os jovens da minha idade. Vivia literalmente pra estudar. Não existia computador com internet pra bater papo, celular pra bater papo, facilidades pra sair com amigos. Não tinha uma mesada. Eu sabia que minha atividade e obrigação era estudar mesmo. Não estava fazendo um favor a meus pais. Foi assim a minha formação médica. Não sei como é a dos médicos que virão nos próximos anos.
Só sei que nem eu nem os que virão encontrarão glamour ou beleza na profissão. Isso eu ainda pensava existir quando estudava. Mas acho que não durou nem um ano após formada.
Que beleza existe em trabalhar suando em bicas porque não tem um ventilador na sua sala enquanto na direção do hospital o frio é glacial ?
Que beleza existe quando o paciente já vem com informações do Dr. Google e questiona você achando que você é que não sabe o que está fazendo ? Oito a dez anos de estudo contra minutos de pesquisa na internet.
Quando eu era criança e via meu pai e tudo o que ele representava, já tinha uma sementinha de médica se formando. Muitas lembranças, aliás, as mais vívidas, são do respeito que ele recebia, de meu pai estudando, chegando altas horas em casa após o trabalho.
Tudo bem que naquela época os médicos eram outros. Sabiam o que estavam fazendo. Isso é muito triste de se dizer. Os médicos eram outros. Mas será que isso era reflexo do valor tinham na sociedade? Minha vó dava tanto valor ao seu medico que só em vê-lo se sentia melhor.
Minha dedicação a profissão que escolhi me rende muitos obrigados e muitas amizades. Mas também recebo tudo aquilo que relatei lá em cima.
Desculpem, a mágoa e o desabafo. Mas como boa observadora que sou das coisas e das pessoas é isso que vejo. Gosto do que faço. Se não gostasse já teria mudado de profissão. Não sou masoquista e ainda posso me dar ao luxo de não ter casa e filhos pra sustentar. Gosto tanto que já pedi demissão de alguns empregos onde senti que não dava um atendimento digno por causa das condiçoes que me ofereciam.
Reconheço, sinceramente, que muitos colegas médicos fazem por merecer o desrespeito que recebem. Mas a maioria não é assim e isso nos entristece muito. Vivemos com a auto-estima baixa. É ruim quando generalizam.
No fundo, a grande maioria dos médicos é carente de reconhecimento. Somos seres humanos. Reconhecimento faz o ser humano trabalhar melhor.
Reconhecimento como profissionais que somos. Como seres humanos que tambem somos.
Pra terminar, o texto da minha comunidade no Orkut. Sim, sou uma médica "moderna". Tenho blog, Orkut, adoro usar a internet. Mas tenho em mim algo muito antigo: o prazer de cuidar de quem sente dor.
O Google não fez Medicina
O Google trouxe muitas mudanças à relação médico-paciente. Se por um lado, ser questionado pelos pacientes, estimula os médicos a buscarem sempre atualização, por outro lado,traz riscos aos pacientes.
O Google não fez Medicina. O Google não tem olho clínico. Olho clínico não se ensina em faculdade alguma, se adquire com o passar dos anos. É um aprendizado dia após dia, silencioso, examinando, tocando os pacientes que vêm até você, vendo as cianoses, a palidez das anemias, as facies de dor, os hálitos e os espasmos, as hipotonias e as febres. Isso é o que diferencia um livro de um médico. Isso é que diferencia a teoria da prática. Nem tudo está escrito. Diagnóstico e cura precisam de algo além da teoria. Algo além do que está escrito. É o feeling que o Doutor Google não vai ter nunca.
* Por Geovana *
12:30 PM
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[Sábado, Outubro 17, 2009]

"Que todos nós possamos ser quem os nossos cães acham que somos!"
Comprei um livro liindo hoje. Chama-se Conversando com os Cães. É feito de perguntas que faríamos a eles e suas respostas.
* Por Geovana *
8:33 PM
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[Sexta-feira, Outubro 16, 2009]

Não se engane. Aquele que fala mal do parceiro, fala mal também de si
"Qualquer relacionamento afetivo é fruto de uma escolha e implica adaptação dos envolvidos para viabilizar a convivência. Quando, passada a idealização inicial, um dos dois percebe que não preza o outro, a saída saudável é a separação. Quem permanece junto, porém vive falando mal da cara-metade, denuncia a própria incapacidade de fazer escolhas e de ser coerente.
Mas, parodiando o ditado, dize-me com quem estás casado ou casada e te direi quem és. Casais que vivem juntos completam-se. Isso é inquestionável! Daí ser impossível identificar de quem é a culpa quando a relação vai mal. Se um é ruim, é pouco provável que o outro seja melhor. Ao longo da vida em comum, o casal se adapta para viabilizar a relação. Se uma pessoa compartilha a vida com outra, mesmo que isso seja ruim, já desenvolveu mecanismos para a manutenção do vínculo. Isso as equipara.
Além do mais, cônjuges são escolhas. É verdade que, ao menos no início, nossas idealizações distorcem os escolhidos. Mas essas idealizações não se sustentam com a convivência. As pessoas se revelam nas relações. Ao continuar ao lado de alguém, confirmamos a escolha que fizemos. Se nos desagrada e prejudica, sempre existe a alternativa saudável da separação."
(Rosa Avello)
Texto completo aqui
* Por Geovana *
11:43 AM
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* Por Geovana *
11:42 AM
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[Domingo, Outubro 11, 2009]

Bela carta de amor
Você não é tudo pra mim. Não é minha única causa nem minha única guerra. Seu nome não é o título da minha história. E meu silêncio não é propriedade exclusiva sua. Você não é meu único Carnaval. E não são apenas seus defeitos que me irritam. Não sou monoteísta para adorar uma única deusa. E não imagine que sua mão estaria sozinha para me socorrer. Meu vocabulário não se limita a seus adjetivos – existem mais sete maravilhas no mundo além de você...
Não são só suas sardas que tenho para contar. Você não é minha única adrenalina. E nem todos os componentes do meu Prozac. Você não é cada centímetro quadrado do meu chão. O amanhã acontecerá com ou sem você. Meu interesse não é restrito a suas polêmicas. Não só suas piadas me fazem rir. E seus ouvidos não são os cúmplices de todas as minhas confissões. Você é só uma das minhas vozes. Minha conta telefônica não vem obsessivamente com o seu número e no meu iPod existem 6 784 músicas além da nossa. Quando olho para o meu umbigo, não é você que vejo. Sua tristeza não é a única que me comove. E as pernas que me sustentam não são você. Não sou teleguiado, conheço muitos outros endereços além do seu apartamento. Seria prepotência achar que meus pensamentos são monopólio seu, você é só um dos sótãos em que me escondo. Você não é meu único álibi. Existem outras pessoas das quais também espero perdão. Você não é um compromisso onipresente na minha agenda. Outros elementos também compõem minhas fotos. Você sozinha não mata minha fome. E não sejamos hipócritas: há outras peles que me excitam e outros perfumes no ar além do seu. Você não é a única com 36,5 ºC. E não é apenas seu corpo que pode abrigar meu sexo. Você não é meu único vício.
E por não ser tudo isso, por ser uma entre tantas alternativas, você é meu não a todas as outras. Você é a escolha. Aquela a quem sou devoto não por dever ou coerção. Meu sim a você é um exercício de livre-arbítrio praticado segundo a segundo. Sim a um contrato sentimental que nada distingue, separa, sobrepõe ou submete. Sim a uma política de boa convivência sem falsidades e sob todos os esforços. Sim àquela que me desperta a curiosidade de um aprendiz e faz de mim um embrião a multiplicar e ser, a cada dia, uma nova pessoa e também a mesma. Sim a quem, quando me vejo na velhice, ainda espero ter para conversar. Um sentimento que existe não por dependência e nunca usado como moeda de troca. Peça fundamental no equilíbrio do meu caos.
Você é aquela por quem me arrisco a cruzar todos os limites da comodidade para tentar ser melhor. Você é aquilo que me falta dia a dia, que desejo e persigo. Obra em aberto que me inquieta e me encanta.
(Samir Mesquita)
Ai, Ai... (suspirados)
* Por Geovana *
2:39 PM
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[Sábado, Outubro 03, 2009]

Amor não se implora, não se pede, não se espera... Amor se vive, ou não.
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para
mostrar ao homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina.
Deus é o maior poeta de todos os tempos.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças acerca de suas ações.
Obrigado, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que
abrem portas para uma vida melhor.
O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções, destrói preconceitos, cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente...
(Artur da Távola - 1936/2008)
* Por Geovana *
1:55 PM
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